Um rosé Bastardo da Quinta do Gago

Quem anda nisto dos vinhos sabe que Portugal guarda, muito bem guardados, segredos que só os mais audazes se atrevem a tentar descobrir. De Norte a Sul, passando pelas Ilhas, temos a sorte de contar com mãos sábias capazes de preservar a história e a riqueza das suas vinhas. O chamado “terroir” que infelizmente a maioria dos consumidores não percebe e nem faz por perceber. O vinho que trago hoje não é um vinho fácil e é preciso viajarmos até Trás-os-Montes para perceber este Quinta do Gago Bastardo Rosé 2015. Vamos a isso?

Não sou conhecedor dos vinhos transmontanos, mas sou suficientemente curioso para procurar a sua essência. Curiosidade essa que me levou até à prova da Quinta do Gago, realizada na Garrafeira Algés com Sabores, onde tive a oportunidade de conhecer algumas das suas referências e trazer comigo este Bastardo rosé 2015.

Sempre me disseram que os rosés são indicados para o Verão, concordo, mas nem todos acreditem. Este menino Bastardo não é de todo aquele típico vinho levezinho para os dias mais quentes. A sua cor rosa profunda transporta-nos imediatamente para a alma dos valentes transmontanos e para a rusticidade dos lagares de granito que o viram nascer. Com uma carga aromática bastante evidente e potente este não é um rosé para se beber de chinelo no pé. Se quiserem experimentar apostem num bom peixe assado e aí tenho a certeza que vão perceber o que vos conto.

A tipicidade da casta Bastardo que lhe empresta o nome eleva-o para uma outra dimensão de frescura, diferente daquela a que estamos habituados nos rosés da actualidade, mas foi o seu final persistente que mais me marcou e que merece o meu destaque.

Um vinho que marca pela diferença e que merece ser partilhado entre todos os que são tão curiosos quanto eu.

Está disponível na Garrafeira Algés com Sabores.

 

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