Alentejo

O Alentejo da Herdade das Servas

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Tantas foram as vezes que por aqui passámos, outras tantas que olhámos de passagem para aquele mar de vinhas e mais ainda, aquelas em que dissemos “um dia paramos só para te conhecer”. Um pedaço de história às portas de Estremoz que ano após ano ganha fama pela qualidade dos seus vinhos, um pedaço de Alentejo em estado puro que o Rolhas e Retratos foi descobrir a convite de Luís e Carlos Serrano Mira, fundadores da Herdade das Servas.

Embrenhada entre as ondas das suas vinhas, a Herdade das Servas guarda um verdadeiro legado no que toca à produção de vinhos na região pela família Serrano Mira. Se o início de produção data de 1667, só a partir de 1998 é que surge pelas mãos dos irmãos Carlos e Luís Serrano Mira a Herdade das Servas tal como a conhecemos atualmente. O gosto e a paixão de ambos pelo Alentejo são visíveis em cada um dos seus vinhos, um verdadeiro testemunho que é possível fazer mais e melhor nesta região tão nobre de Portugal.

Ao chegar, a primeira imagem não podia ser melhor, é uma herdade muito bonita e bastante bem cuidada. Luís Mira esperava-nos e fez questão de dar as boas-vindas com um pouco da sua história de vida ao sabor de um belo Herdade das Servas Alvarinho 2015 (€12,00), uma das quatro novidades que viemos conhecer. Um vinho único e cheio de identidade que transporta toda a estrutura e persistência do seu terroir, um Alvarinho diferente e alentejano com certeza, uma sugestão bastante aromática que nos deixa, literalmente, a salivar. O mote estava dado e enquanto que o Alvarinho mostrava toda a sua qualidade, a nova colheita do Herdade das Servas Reserva Branco de 2015 (€15,00) já se preparava para elevar os padrões dos nossos palatos. Uma nova referência no mercado que nasce após um ensaio com diferentes castas, são apenas 1 500 garrafas de um vinho ideal para partilhar num jantar entre amigos nos dias de Inverno que se aproximam. É um vinho que mistura de forma perfeita a presença da madeira e a fruta, equilíbrio este fundamental para Luís Mira. Esta é uma sugestão que mostra uma acidez vibrante capaz de melhorar em garrafa, um vinho gordo e bastante interessante que promete dar que falar.

Quanto aos vinhos Brancos temos a certeza que estas duas propostas elevam o árduo trabalho da Herdade das Servas na constante procura pelo melhor que o Alentejo tem para oferecer. Sem tempo a perder passámos aos vinhos tintos, primeiro o Herdade das Servas Reserva tinto 2013 (€18,00), uma sugestão elegante com enorme potencial de envelhecimento, um verdadeiro vinho alentejano que ainda precisa de mais algum tempo para atingir a sua plenitude na nossa opinião. Um blend complexo e surpreendente entres as castas Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Alfrocheiro e Aragonez com estágio em barricas durante 12 meses, ideal para acompanhar um assado por exemplo. Com tudo isto é impossível não estarem curiosos.

O melhor ainda estava para vir, a estrela da companhia estava guardada para o final da prova, um vinho de sonho que guarda todo o misticismo da vinha dos Clérigos em Borba, uma parcela de vinhas velhas com mais de 70 anos. E para quem disse que os vinhos do Alentejo não têm capacidade de envelhecimento, espere até  provar o Herdade das Servas Parcela V (€50,00),  um exemplo não só dessa capacidade como da excelência dos vinhos alentejanos, para nós se pudéssemos escolher uma palavra para ilustrar este vinho, seria…PERFEITO! Um vinho fora do comum da mítica colheita de 2011 que nos transporta para uma experiência vínica única, um vinho de excelência que traz consigo toda a história de um Alentejo profundo. Os interessados que se apressem pois são apenas 1200 garrafas desta preciosidade que tivemos o prazer de experimentar.

Prova realizada, altura para um almoço no restaurante da Herdade das Servas onde a gastronomia tradicional alentejana ganha forma, desde a sopa de cação às bochechas de porco, tudo no ponto e a casar na perfeição com os novos vinhos da Herdade das Servas. Mas não pensem que isto é só comer e beber porque um dos lagares da adega esperava pelas nossas pernas para pisar o Aragonez acabado de colher. Pisa aqui, pisa ali e lá fomos ajudando a criar aquele que será certamente um vinho de topo.

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O dia esse, já ia longo e nada como terminar como começámos com um Herdade das Servas Alvarinho e que bem que soube naquele final de tarde. Despedidas feitas, altura de nos fazermos à estrada com a certeza que voltaremos em breve a esta Herdade que tão bem nos recebeu.

Um agradecimento especial também a quem nos acompanhou nesta visita, Mutante Magazine, Comer Beber e Lazer, Copo Meio Cheio, Elias Macovela e Joana Pratas.

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