A diferença está na bolha

Rebenta a bolha! Não, não vou jogar às escondidas, nem tão pouco falar da famosa bolha imobiliária. Hoje o tema são espumantes, métodos de espumantização, remuage, dégorgement, cuvée e super reservas. Olha outro armado em entendido estarão vocês a pensar. Não, nada disso! Isto é só para mostrar o que aprendi no Curso de Introdução aos Espumantes promovido pelo Wine Club Portugal, no qual tive o prazer de participar.

Primeiro ponto, espumantes para mim só na passagem de ano, noite em que se faz questão de enviar rolhas para a estratosfera e perder metade do vinho no primeiro copo a ser servido (erro comum). Completamente às escuras decidi aceitar o desafio proposto pelo Luís Gradíssimo e entrar neste mundo onde a bolha dita em grande parte a qualidade do espumante. Eu sei que gostam mais de champanhe (outro erro comum), é mais fino de soletrar e tem mais classe, mas olhem que champanhe não é mais do que espumante de uma região francesa a que chamamos Champagne, por isso vamos lá ter algum orgulho no que se faz por cá.

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Informal e dinâmica, a formação engloba uma parte teórica, onde ficamos a conhecer todos aqueles termos caros que fiz questão de mencionar, uma parte prática onde os presentes são convidados a provar diversas referências nacionais de Norte a Sul, e por fim um jantar de harmonização onde os espumantes são as figuras de proa. Só por isto já vale a pena estarem atentos aos próximos cursos do Wine Club Portugal. Para quem não percebia rigorosamente nada de espumantes, como eu, esta formação foi bastante elucidativa e enriquecedora. Percebo agora o pormenor do tempo determinar a qualidade da bolha e quão harmonizada pode ser.  Agora já não me enganam!

Apesar da pouca produção existente no nosso país, a qualidade está garantida de Norte a Sul, como ficou comprovado na prova que fizemos. Destacava todos, mas houve dois que me encheram as medidas no que toca à “mousse” da bolha, o “Almeida Garret Super Reserva 2010 Bruto Natural – Beira Interior” e o “Quinta das Bágeiras Grande Reserva 2011 Bruto Natural“, simplesmente fantásticos.

Terminada a formação, tempo de dar as boas-vindas às diversas sugestões gastronómicas, combinadas a preceito, com uma mão cheia de espumantes. Aqui sem dúvida que a surpresa estava guardada para o prato de carne que casou na perfeição com um “Quinta de Lourosa Espumante tinto“.

Muito obrigado, mais uma vez, pelo convite.

 

rolhas

 

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