Bairrada

Amor à primeira vista…Bairrada

By rolhas-
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Já muito se disse e se mostrou sobre a última edição do Bairrada – Vinhos e Sabores que teve lugar no passado fim-de-semana em Sangalhos, mas calma que ainda falta a opinião de quem visitou a região bairradina pela primeira vez, ou seja, a minha!

Resumir dois dias recheados de bons momentos não é tarefa, portanto decidi dedicar este artigo às gentes que por aqui fazem história, à dimensão dos vinhos aqui nascidos e ao famoso leitão. A Bairrada é especial não há dúvida e este é apenas um pequeno diário de uma viagem.

O sábado ainda mal tinha começado e já o comboio seguia em direção à Curia onde iria pernoitar no Pharmacy Hostel, um espaço muito bem desenhado que prima pela simpatia de quem nos recebe e que numa palavra só posso dizer, excelente! Publicidade feita vamos ao vinho que é para isso que cá viemos. Não tardou muito a seguirmos entre curvas e contracurvas até à mítica Casa de Saima. À nossa espera estavam o enólogo Paulo Nunes e a D. Graça Miranda, que nos levaram a conhecer os cantos à casa e a viajar no tempo com os seus vinhos. É aqui que percebi a dimensão estratosférica dos vinhos bairradinos e o quão a sua longevidade pode levar-nos para outros campos sensoriais. Destaco o Colheita branco de 1993 e um Garrafeira tinto de 1997, ambos sublimes em toda a sua plenitude! Raridades à parte, fiquei a conhecer uma novidade que também achei muito interessante, o primeiro Pinot Noir da Casa de Saima, um vinho interessante que dará certamente que falar.

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Sobre o almoço o melhor é não tecer muitos comentários porque qualquer adjectivo que tentasse utilizar não faria jus à qualidade daquela vitela assada no forno e aquela chanfana. Passemos à frente e à viagem até ao Velódromo de Sangalhos onde os diversos produtores locais nos esperavam para mostrar o melhor da sua região. Paragem para uma palavra de apreço à organização em especial à Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) e à revista “Vinhos Grandes Escolhas”. O foco são os espumantes e para mim que percebo muito pouco de espumantes, fiquei deliciado com a qualidade do que por aqui se faz no toca às bolhas, destaco o que mais gostei, Ataíde Semedo, Quinta dos Abibes e Caves São João.

Tarde feita, vamos à outra parte que interessa, o leitão! Grupo reunido, e que grupo, vinhos a postos e um manjar dos deuses à nossa espera. Mais uma vez faltam-me as palavras para descrever o momento, só quem lá estava sabe do que falo e certamente que me dará razão, resta-me agradecer mais uma vez com um enorme obrigado. Sobre os vinhos que iam aparecendo e desaparecendo entre copos, não posso deixar de destacar o 95 Anos de História da Caves São João, um Arinto que me ficou gravado na memória, espectacular em todas as dimensões. Outros se seguiram, o Kompassus 2011 tinto, o Gonçalves Faria 2013 branco e o Poeirinho Baga 2012, que maravilha! Para terminar a acompanhar um belo arroz doce, um forasteiro que mereceu um elogio generalizado, um Malvasia 20 Anos da Barbeito – Lote 7199. Deixo um ponto final porque aquilo não era bom, era de outro campeonato!

Hora da caminha que o domingo pedia palato renovado para a prova promovida pela Comissão Vitivinícola da Bairrada, a cargo de Pedro Soares. O ambiente informal do Pharmacy Hostel foi o palco escolhido para revisitar alguns dos vinhos que marcaram e marcam a história recente da região, para acompanhar adivinhem…leitão do Rei dos Leitões! Mais um momento único com vinhos de sonho, destaco o Principal Rosé Tête de Cuvée 2009, o Encontro 1 da Quinta do Encontro e o Vinha Formal 2013 branco de Luís Pato. Encheram-me as medidas completamente.

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O tempo voa nestas andanças e após um breve regresso ao Velódromo para a Prova Especial com o enólogo João Soares que nos levou entre o presente da região e um passado não tão longínquo, lá estava de regresso à estação de Sangalhos-Paraimo para o regresso a Lisboa.

Na bagagem trouxe uma verdadeira experiência vínica e tudo o que esta possa englobar. Acima de tudo, trago um enorme sentimento de gratidão para quem me acompanhou e a quem tive o prazer de conhecer. Para o ano há mais!

1 Comment

  1. Chama-se Prior Lucas e é muito bom - Rolhas e Retratos

    […] do Prior Lucas branco 2015, um vinho que me surpreendeu pela positiva na última edição do Bairrada – Vinho & Sabores. A esta hora ainda me pergunto porque é que só trouxe uma […]

    02 . Out . 2017

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